A nossa ambição
Em 2024, a Fundação Art Explora inaugura o seu projeto emblemático: um navio-museu e o seu festival itinerante percorrerão os mares e oceanos de todo o mundo para oferecer experiências artísticas e culturais inovadoras. Esta aventura inédita responde à ambição da fundação de reduzir a exclusão cultural e promover um acesso cada vez mais amplo e democrático às artes.
Um projeto da Fundação Art Explora
Para promover a partilha da cultura com o maior número possível de pessoas, a Art Explora renova o diálogo entre as artes e os públicos a nível local, nacional e internacional. Convencida de que a mobilidade e o mundo digital permitem ultrapassar os limites da imaginação, a Art Explora incentiva novas formas de acesso e envolvimento do público. Em conjunto com artistas, organizações culturais e agentes no terreno, exploramos a criação contemporânea em todas as suas formas e criamos experiências culturais inesquecíveis. Criada pelo mecenas cultural Frédéric Jousset, a Art Explora é uma aventura coletiva que reúne numerosos parceiros e já mobiliza mais de 1600 voluntários.

Um festival que aposta na mobilidade
O Festival Art Explora é um festival cultural itinerante de acesso livre, desenvolvido em colaboração com instituições locais em todo o Mediterrâneo, com o objetivo de proporcionar a todos os públicos experiências culturais e artísticas únicas. O festival decorre a bordo do primeiro navio-museu do mundo, bem como nos cais e nas cidades anfitriãs. Da primavera de 2024 à primavera de 2026, o festival viajará por mais de 15 países do Mediterrâneo.
Porque a mobilidade é uma poderosa alavanca para ir ao encontro de novos públicos e porque 60% da população mundial vive a menos de 60 quilómetros de uma costa, criámos o Festival Art Explora. Com o seu barco-museu, convida todos os públicos a participar em cada etapa do projeto.
Símbolo de evação e de descoberta, o barco concentra em si uma parte única de aventura e de imaginação. A sua viagem permite ligar mundos, indivíduos, culturas e criar novas oportunidades de cocriação, de participação e de intercâmbio.
Uma colaboração curatorial
Em cada etapa, um ou uma curadora originária do país organiza um programa cultural único e variado, explorando temas diretamente ligados ao contexto local, em parceria com instituições, organizações culturais e associações locais.

Nadine Attallah é curadora e historiadora de arte e vive em Paris. A sua investigação centra-se nas exposições de artistas egípcias na época de Nasser. Colaborou com diversas instituições artísticas e galerias na Europa e no Líbano. É um dos sete membros do coletivo Madrassa, que visa experimentar e estudar práticas coletivas e colaborações transfronteiriças como forma de resistir e enfrentar as dificuldades da criação artística no Médio Oriente e em África.

Amanda Abi Khalil é uma curadora independente que vive entre Paris, Beirute e o Rio de Janeiro. É fundadora da plataforma curatorial TAP (Temporary Art Platform), dedicada a práticas contextuais, públicas e sociais na arte contemporânea. Organizou exposições no CENTQUATRE PARIS, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e no Instituto Francês de Beirute.

Branka Benčić é uma historiadora de arte e curadora sediada na Croácia. É diretora do MMSU / MoMCA Museum of Modern and Contemporary Art, em Rijeka. Foi curadora do Pavilhão da Croácia na Bienal de Veneza de 2017 e co-curadora do Pavilhão da Croácia na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018. Organizou também exposições no Museu de Arte Contemporânea de Zagreb, no Festival de Cinema de Pula, no Museu de Arte Contemporânea de Belgrado e na galeria Garis & Hahn.

Ceren Erdem é uma curadora sediada em Istambul. Foi diretora da galeria Dirimart, em Istambul, e responsável pelas exposições da 9.ª e 10.ª Bienal de Istambul. Foi também curadora de exposições na apexart, na Fondazione MAXXI, na Pratt Manhattan Gallery e na Wallach Art Gallery, bem como na Pasinger Fabrik e no Seoul Art Space Geumcheon.

Laila Hida é uma artista e curadora independente sediada em Marraquexe. É a fundadora da plataforma independente de criação, divulgação e intercâmbio cultural e artístico LE 18, em Marraquexe. Participou ainda em exposições na Documenta de Kassel, na Bienal de Dakar e na Fundação Dar Bellarj.

Desde a sua criação em 2005, a Fundação Kamel Lazaar para a Arte e a Cultura lançou várias iniciativas e projetos, cujo impacto local e regional realça a vitalidade e a diversidade do panorama cultural da região. A fundação apoia iniciativas de investigação, publicação e exposição, e organiza regularmente debates, colóquios e seminários. Apoia a produção e o acompanhamento de artistas através de residências e workshops, e desenvolve parcerias e intercâmbios com agentes culturais internacionais, com o objetivo de promover a Tunísia como um centro nevrálgico da arte contemporânea.

Martha Kirszenbaum é curadora e crítica de arte, residindo em Paris e em Los Angeles. Foi curadora do Pavilhão Francês na Bienal de Veneza de 2019, representado por Laure Prouvost, e fundou e dirigiu a Fahrenheit em Los Angeles. Organizou exposições no ICA, no Palais de Tokyo, no Museu Kistefos, no Beirut Art Center e na Fundação Pejman.

Rosa Lleó é curadora, fundadora e diretora da organização The Green Parrot. Desde a sua inauguração em Barcelona, em 2014, a organização tornou-se uma referência, com inúmeras exposições, publicações, residências e eventos com artistas locais e internacionais. Rosa também organizou exposições de forma independente em instituições como o CA2M (Madrid), 1464 (Haia) ou o Caixa Forum (Barcelona), entre outras.
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Maguette Dieng é artista, DJ, curadora musical e uma exploradora apaixonada pelo som e pela música. É cofundadora do coletivo Jokkoo, com o qual apresentou obras audiovisuais e sonoras em festivais como o Atonal (Berlim), o Norient (Basileia) e a Manifesta (Barcelona). Maguette também faz parte do FOC, um espaço cultural autogerido onde ela e os outros membros criam experiências sonoras e artísticas enraizadas na comunidade, no sentido e na educação alternativa.

Filipa Oliveira é uma curadora sediada em Lisboa. É programadora de artes visuais e curadora da cidade de Almada desde 2018. Foi co-curadora da quarta edição da Bienal de Coimbra em 2021 e diretora artística do Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, entre 2015 e 2017. Organizou também exposições no Jeu de Paume e na Bienal de São Paulo.

O The Island Club é um espaço de exposições sem fins lucrativos cuja programação é assegurada pelo seu fundador, Christodoulos Panayiotou, um artista sediado em Limassol e em Paris que representou Chipre na Bienal de Veneza em 2015. Desde 2018, o espaço acolhe exposições de artistas locais e internacionais, bem como exibições de filmes, performances, leituras e lançamentos de livros.
Curadores do festival: Androula Kafa e Christodoulos Panayiotou
Responsável pelo projeto: Lex Gregoriou
Responsável pela produção: Evripides Manoullos
Assistente de curadoria: Ioulita Toumazi
Assistente de produção: Theodoros Tzannetakis
Coordenador de comunicação: Andreas Cleanthous
Coordenador dos voluntários: Diego Armando Aparicio
Design gráfico: Adonis Archontides.

A Rhizome é uma galeria de arte contemporânea sediada em Argel. Funcionando simultaneamente como uma galeria comercial e uma organização artística independente, a Rhizome dedica-se à promoção de artistas contemporâneos emergentes, com especial destaque para a arte da Argélia e da sua diáspora.

O Spazju Kreattiv, Centro Nacional de Criação de Malta, concebeu o seu programa em torno de três pilares essenciais: a excelência artística, a sensibilização da comunidade e a abertura internacional. Gerido pela Fondazzjoni Kreattività, este programa inclui uma série de eventos criativos e culturais que decorrem principalmente em St James Cavalier, na Valeta, bem como noutros locais estratégicos em Malta e em Gozo. Esta oferta inclui um programa de artes visuais e espetáculos, residências artísticas, o único cinema de arte e ensaio de Malta e uma série ŻiguŻajg especialmente dedicada às crianças e às famílias. O programa recebeu reconhecimentos notáveis, nomeadamente o prestigiado prémio de Melhor Programa Artístico nos Arts Council Malta Awards, e foi aclamado por diversos intervenientes em Malta e no estrangeiro.
Daniel Azzopardi, Diretor Artístico do Spazju Kreattiv, será o principal responsável pela etapa do Festival em Malta. Desde que assumiu este cargo em 2020, tem desempenhado um papel central na definição da visão e da estratégia da organização, elaborando um programa anual com mais de 500 eventos. Além disso, desde 2010, Daniel tem-se dedicado como empreendedor independente, colocando a sua experiência ao serviço de diversas iniciativas relacionadas com a elaboração de políticas, o desenvolvimento artístico, o planeamento estratégico e a coordenação de projetos.

Katerina Tselou é uma curadora sediada em Atenas. Foi co-curadora e coordenadora da equipa de curadores da 4.ª Bienal de Atenas, em 2013, e curadora de artes visuais no Teatro Nacional da Grécia. Organizou projetos como curadora independente na Grécia, colaborando com instituições como o Festival de Cinema Europeu e o Theater of the South.

Eugenio Viola é um curador e crítico de arte sediado em Bogotá. É curador-chefe do Museu de Arte Moderna de Bogotá. Foi o curador do Pavilhão Italiano na 59.ª edição da Bienal de Veneza. Ocupou igualmente cargos de conservador na PICA, em Perth, e no MADRE, em Nápoles, onde foi curador de inúmeras exposições.

Arnisa Zeqo é historiadora de arte, curadora e docente, e reside em Amesterdão. É diretora artística do Rongwrong, um espaço dedicado à arte e à sua teoria. De 2015 a 2017, trabalhou na documenta 14 como responsável pelos programas de educação (aneducation) em Atenas e como fundadora da «Society of Friends of Ulises Carrion» no âmbito do programa público «Parliament of Bodies» em Kassel.

Um projeto ATENTO ÀS QUESTÕES AMBIENTAIS
A Art Explora está empenhada numa abordagem ambiental e social sustentável, tanto na sua programação como na organização dos seus eventos.
Apoiada por especialistas internacionais na luta contra as alterações climáticas e por uma rede de parceiros, a fundação trabalha para:
- Explorar as soluções disponíveis e locais para reduzir as nossas emissões
- Compensar a nossa pegada de carbono
- Desenvolver um programa de sensibilização e apoio às questões ambientais.
Os públicos
O envolvimento do público é um desafio fundamental para a Fundação Art Explora, que se propõe a experimentar novas formas de acesso e participação. Estamos a desenvolver uma abordagem colaborativa e de co-construção com os diversos parceiros para alcançar objetivos ambiciosos no que diz respeito ao público:
- Dirigir-se a todos os públicos e promover a inclusão de todos os participantes
- Privilegiar projetos que envolvam o público desde a fase de conceção dos conteúdos
- Promover o intercâmbio e a colaboração com os artistas, através de workshops criativos e de práticas artísticas
- Dar voz e envolver as comunidades invisíveis no espaço público
A elaboração da programação de atividades e projetos para o público é definida em colaboração com as instituições e estruturas culturais locais, bem como com os intervenientes nos domínios da educação, do setor associativo e social, tendo em conta a diversidade cultural, sociológica, demográfica e linguística do público.
Além disso, todo o projeto e as atividades propostas são acessíveis gratuitamente.

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