Pavilhão da Fotografia
contra; corrente
A exposição é dedicada à fotografia e à imagem em movimento no mundo árabe e procura explorar o Mediterrâneo no contexto da migração e do exílio, destacando, em particular, o trabalho de fotógrafos emergentes da região.





contra; corrente
Curadoras da exposição: Amanda Abi Khalil, Danielle Makhoul. Em colaboração com a TAP (Temporary Art Platform).
«Contre ; Courant» (Undertow) faz referência às correntes subaquáticas, que se deslocam na direção oposta àquela que é percetível à superfície. Enquanto a navegação segue o sentido da corrente, as contracorrentes, as marés crescentes e as ondas de retorno são todos perigos potenciais para a viagem.
Como abordar o mar Mediterrâneo e a sua região sem navegar nas profundezas das odisseias das experiências humanas? Este mar sempre foi uma via de passagem; um canal de expansão, colonização e exílio. As suas águas testemunharam as lutas de inúmeras pessoas obrigadas a abandonar os seus lares em busca de refúgio perante conflitos, guerras, perseguições e dificuldades económicas. Ao navegar pelas complexidades das relações anfitrião-hóspede, a exposição lança um olhar crítico sobre o poder, os privilégios e as responsabilidades. O mar Mediterrâneo é o maior cemitério a céu aberto do mundo e as histórias que se cruzam e se entrelaçam ao longo da sua costa são as da sobrevivência e da resiliência.
Esta exposição apresenta as forças que se movem sob a superfície, num ato de resistência que visa amplificar as vozes que são demasiado frequentemente silenciadas e as narrativas, muitas vezes abafadas.

Catherine Cattaruzza, I Can’t Recall the Edges, 2016 – 2019
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Randa Maroufi, Bab Sebta, 2019
Os visitantes são convidados, através de uma canção de boas-vindas (Sirine Fattouh), a assistir a uma multiplicidade de travessias e de esperas (Bouchra Khalili, Imane Djamil, Randa Maroufi, Forensic Oceanography), a formas de interação entre entes queridos (Badr El Hammami, Nabila Halim), a formas de diário e registo (Catherine Cattaruzza, Sara Kontar, Majd Abdel Hamid), bem como a revelações provenientes do próprio mar (Lara Tabet). Ao entrar no pavilhão, os rastros dos nossos passos tornam-se testemunhos de uma viagem repleta de peripécias: um piso poroso em forma de Bacia Mediterrânica, encomendado ao artista Akram Zaatari, ficará marcado com as pegadas dos visitantes ao longo da viagem.
O pavilhão apresenta também We Knew How Beautiful They Were, These Islands, um programa de filmes que retoma o título da obra de Younes Ben Slimane. Este programa é composto por filmes em loop de sete artistas: Firas Shehade, Hiwa K., Mounira Al Solh, Rania Stephan, Sara Sadik, Valentin Noujaïm e Younes Ben Slimane.

©Marssares

©Abdullah Al Meslemani
Os curadores da exposição
Amanda Abi Khalil é uma curadora independente que vive entre Beirute, Paris e o Rio de Janeiro. Os seus projetos curatoriais centram-se em práticas artísticas socialmente empenhadas. É a fundadora da TAP (Temporary Art Platform), uma organização sem fins lucrativos cuja missão é imaginar um outro mundo possível, promovendo a mudança social através da arte contemporânea.
Danielle Makhoul é uma arquiteta e curadora independente sediada em Londres. Colabora com arquitetos, designers, curadores e artistas na conceção, desenvolvimento e concretização de projetos multidisciplinares, com especial destaque para iniciativas culturais e publicações.


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