


Workshop «Quando o coral empalidece»
Um workshop para famílias, no qual se retoca uma fotografia com tinta ou ferramentas de gravura para chamar a atenção para o desaparecimento dos corais (a partir dos 5 anos)
Datas e horários
Domingo, 4 de outubro, das 14h00 às 18h00
Endereço
Cais de Marselha, Baía do Eure
Acessibilidade
Crianças a partir dos 5 anos.
Cada participante terá à sua disposição uma fotografia de um coral tirada previamente pela artista Raphaëlle Peria. Com a ajuda de ferramentas de gravura, os adultos irão levantar a superfície do papel fotográfico para, ao mesmo tempo, branquear a imagem e dar-lhe relevo. Assim, cada coral será revelado, ao mesmo tempo que se destaca o seu possível desaparecimento devido ao aquecimento global, que provoca o branqueamento dos corais. Por seu lado, as crianças intervêm nas fotografias com tinta branca para criar motivos que realçam a estrutura dos seus corais. A artista está presente para orientar os participantes na utilização das ferramentas. Cada participante leva consigo a sua obra.
Raphaëlle Peria
Raphaëlle Peria, artista francesa nascida em 1989, vive e trabalha em Paris. A sua prática assenta numa observação atenta das paisagens e das suas transformações; ela explora-as através de diversos contextos geográficos — nomeadamente na América Latina, no Sudeste Asiático e na Europa — em territórios moldados por questões ecológicas, históricas e políticas. A partir de fotografias tiradas durante estas experiências imersivas, desenvolveu uma técnica singular de raspagem. Com a ajuda de ferramentas de gravura e instrumentos cirúrgicos, intervém diretamente na imagem, removendo meticulosamente a matéria da superfície para revelar o branco do suporte subjacente: a cor do esquecimento. Este processo faz emergir relevos e formas, revelando simultaneamente as mutações das paisagens e a fragilidade dos seus ecossistemas. Na obra de Raphaëlle Peria, imagens, natureza e memórias — tanto pessoais como coletivas — entrelaçam-se, transformando a fotografia num espaço sensível, suspenso entre o desaparecimento e a persistência. Finalista da Bolsa Révélations Emerige em 2015, apresentou a sua primeira exposição individual, «Marinus Asiaticus», em 2017 na galeria Papillon, que continua a representá-la atualmente. O seu trabalho foi exposto em França e a nível internacional, nomeadamente na Fundação Bullukian, em Lyon (2024), no Museu de Arte Sungkok, em Seul, e no Instituto Francês de Madrid (2025). As suas obras integram coleções públicas e privadas em França e no estrangeiro, entre as quais as do Mobilier national, da Fundação Neuflize OBC e da Fundação Thalie. Em 2025, foi laureada do programa BMW Art Makers e apresentou o seu projeto «Traversée du fragment manquant» nos Rencontres d’Arles, bem como na Paris Photo, sob a curadoria de Fanny Robin. Durante a sua residência na Casa de Velázquez (2025-2026), desenvolve o projeto «Ruina Montium» e apresenta a sua primeira exposição individual no estrangeiro, no Círculo de Bellas Artes de Madrid, no âmbito do festival PhotoEspaña.
.webp)