NÍDIA

DJ Set
Para todos os públicos

Num DJ set intenso e vibrante, Nídia cruza batidas do kuduro, eletrónica contemporânea e pulsões globais, criando uma energia crua e transformadora que convoca corpo e pista. A sua abordagem incisiva mistura ritmo, política e identidade numa experiência sonora imersiva. O concerto é acompanhado por uma projeção vídeo de um desenho original de JAS, em diálogo com o som.
A curadoria deste programa de DJ no Festival Art Explora é assumida pela Filho Único.

INFORMAÇÕES PRÁTICAS
NÍDIA

Datas e horários

Sábado, 27 de junho, das 23h00 às 00h30

NÍDIA

Endereço

Marina de Cascais

NÍDIA

Acessibilidade

Acessível a pessoas com mobilidade reduzida (concerto ao ar livre)

NÍDIA

Informações adicionais

Sem reserva necessária.

Num DJ set que cruza intensidade rítmica e imaginação sonora, Nídia convoca a energia vibrante do kuduro, da eletrónica contemporânea e de múltiplas influências globais para criar uma experiência imersiva e transformadora. A sua abordagem, simultaneamente física e conceptual, articula som, identidade e política, desenhando um território onde o corpo e a escuta se encontram em permanente tensão e libertação.

Entre batidas incisivas, texturas densas e momentos de suspensão, o seu universo sonoro revela uma linguagem própria, construída ao longo de uma trajetória singular na cena eletrónica internacional. Neste contexto, o DJ set afirma-se como espaço de criação e reinvenção, onde cada transição contribui para uma narrativa pulsante e envolvente.

A experiência é ampliada pela projeção vídeo de um desenho original de JAS, que se desenvolve em diálogo direto com a música, acrescentando uma dimensão visual orgânica e mutável. Linhas, formas e ritmos visuais acompanham e tensionam o som, criando um campo sensorial expandido onde imagem e música se entrelaçam continuamente.

A curadoria deste programa de DJ no Festival Art Explora é assumida pela Filho Único.

NÍDIA

Nídia é uma produtora e DJ afro-portuguesa internacionalmente celebrada, natural do Vale da Amoreira, na Margem Sul. Enquanto parte da editora e coletivo artístico Príncipe tem tido um papel decisivo na introdução de uma estética e ética progressista à cena da dança alternativa contemporânea e à cultura kuduro em particular. Entre a sua discografia destacam-se os álbuns Nídia É Má, Nídia É Fudida (2017), um dos melhores desse ano de música eletrónica para a revista Rolling Stone, ou 95 MINDJERES (2023), inspirado pelo papel decisivo das mulheres combatentes na luta do PAIGC pela independência da Guiné-Bissau do domínio colonial português durante as décadas de 1960 e 1970.

Ao longo da carreira tem também aceite encomendas para remisturas para artistas como Kelela, Yaeji, Elza Soares, Perfume Genius ou Sudan Archives e foi coprodutora de temas para os últimos dois álbuns da artista pop alternativa Fever Ray.

Em 2024 juntou inteligência e energia com a percussionista de vanguarda Valentina Magaletti, resultando em Estradas, lançado pela editora parisiense Latency. O disco foi aclamado como um dos melhores do ano em publicações como Resident Advisor, Pitchfork ou Artforum.

Instagram da NÍDIA

© Marta Pina

JAS‍

O artista português João Alexandrino, também conhecido como JAS, nasceu no Porto / Portugal em 1981. O seu trabalho desenvolve-se em diferentes campos e atividades artísticas, como a instalação, a performance, o vídeo, a pintura, cenografia e o desenho. Foi um dos membros fundadores do Espaço INCUBADORA (2002-2007) em Vila Nova de Gaia (Portugal), onde apresentou instalações / exposições permanentes. Atualmente desenvolve vários projetos individuais e em coautoria com outros artistas, tendo o vídeo e o desenho em tempo real como elementos preponderantes no seu trabalho. Em 2013 fundou o projeto C A I X A arte contemporânea com a Artista Plástica Manuela Pimentel. No âmbito de outros projetos, o seu trabalho tem sido também exibido em outros Países tais como, Hamburgo, Rouen (França), Barcelona, Noruega, São Paulo (Brasil), Maputo (Moçambique), entre outros. Expõe individual e coletivamente desde 2000. Dirigiu várias curtas-metragens e vídeos experimentais.

Site de João Alexandrino

Filho Único

A Filho Único é uma associação cultural fundada em Lisboa em 2007, tratando-se de uma entidade independente não apoiada por fundos ou mecanismos financeiros estatais ao ano. Desenvolve a sua participação ativa em Lisboa e no circuito internacional através das propostas estéticas e críticas das suas programações, co-produções e promoções de concertos, instalações e eventos de música, e no agenciamento e representação cooperativa de músicos.

Ao longo dos anos, tem sido reconhecido o seu papel num desafio nunca garantido: um contínuo reimaginar do entendimento da música, não limitada por técnica, dados ou lógica, antes e sempre como expressão e dinâmica, relacional e libertadora, presente na experiência vivida, na sabedoria intergeracional e nos laços duradouros entre o corpo, a terra e a história.

Site do Filho Único

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