


BRUXAS - ensaio para a esperança
BRUXAS - ensaio para a esperança convida o público para uma caminhada por Cascais onde feminismo, caça às bruxas e memórias pessoais se cruzam e confundem. Ao longo do percurso, vozes inesperadas e narrativas fragmentadas fazem vacilar as histórias oficiais, abrindo espaço para uma reflexão sobre memória, apagamento e esperança enquanto gesto simultaneamente frágil e transformador.
Datas e horários
Sábado, 27 de junho, das 18h00 às 19h30 Domingo, 28 de junho, das 18h00 às 19h30
Endereço
Marina de Cascais
Acessibilidade
Performance itinerante no espaço público. As condições de acessibilidade dependem do percurso final.
Informações adicionais
Entrada gratuita. Recomenda-se fazer reserva com antecedência; chegue 15 minutos antes para garantir o seu lugar. Os visitantes sem reserva são bem-vindos, sujeito a disponibilidade. A apresentação decorre ao ar livre e implica caminhar em espaços públicos em Cascais. Recomenda-se o uso de calçado confortável.
O público reúne-se para o que aparenta ser uma visita guiada histórica. “Aqui foram queimadas as bruxas”, diz o guia. Mas rapidamente a narrativa começa a falhar. Uma voz quase inaudível interrompe: “Elas não eram bruxas.” Pequenos gestos, versões contraditórias e presenças inesperadas destabilizam progressivamente a narrativa oficial.
BRUXAS - ensaio para a esperança convida o público para uma caminhada por Cascais onde feminismo, caça às bruxas e memórias pessoais se cruzam e confundem. Ao longo do percurso, vozes inesperadas e narrativas fragmentadas fazem vacilar as histórias oficiais, abrindo espaço para uma reflexão sobre memória, apagamento e esperança enquanto gesto simultaneamente frágil e transformador.
Resultado de um projeto comunitário e participativo desenvolvido com um grupo de mulheres não profissionais, moradoras e frequentadoras do concelho de Cascais, a proposta assenta numa prática artística situada e feminista, centrada na escuta, no cuidado e na autonomia das participantes.

© Bruno Simão
O processo foi acompanhado por uma mediadora com ligação à comunidade local e a equipa artística que compõe o projeto. Os encontros decorreram em Cascais, em horários definidos em conjunto, respeitando a disponibilidade e os ritmos de cada mulher. A participação foi voluntária e assumiu diferentes formas: partilha de memórias, contributos de inspiração ou presença na performance, sem expectativa de exposição biográfica. A performance pública surge agora como uma extensão do processo, e não como o seu único fim. A presença das participantes é sempre opcional, podendo assumir diferentes níveis de visibilidade, incluindo a escolha pelo silêncio ou pela não participação. Neste projeto, a ética é entendida como parte integrante da criação artística, assumindo a escuta, a fragilidade e a negociação contínua como elementos centrais do gesto artístico.

© Bruno Simão
Teresa V. Vaz
Teresa V. Vaz é uma artista e criadora portuguesa que trabalha entre performance, dramaturgia e práticas artísticas participativas. O seu trabalho explora frequentemente memória coletiva, feminismo e a relação entre biografia, território e ficção através de processos colaborativos e site-specific.
Bestiário nasce de fragmentos, por isso tem nome de coleção. Cada fragmento tem uma história, e é na justaposição das várias narrativas que criamos uma identidade. Procuramos investigar a nossa herança cultural reavivando as histórias biográficas e populares. Posicionamo-nos no presente, escolhendo ora vivê-lo, ora analisá-lo. Queremos fomentar a criação de autor, deixando-nos inspirar pelas ciências naturais e sociais. Acreditamos em obras de arte que contaminem.
Bestiário nasceu em 2018 pelas mãos de Afonso Viriato, Helena Caldeira, Miguel Ponte e Teresa Vaz.
Créditos técnicos e artísticos
Conceito, Direção Artística e Dramaturgia | Teresa V. VazDispositivo Cenográfico | Miguel Ponte e Teresa V. VazCriação e Interpretação | Miguel Ponte e Rita Morais
Instalação sonora | Filipe Baptista
Direção de produção | Manuela Morais
Mediação | Selma Tomásia Fernandes
Grupo de mulheres | Ana Filipa Beato, Beatriz Sousa, Catarina Oliveira, Lune Rodas, Maria José, Milena Levit, Selma Tomásia Fernandes, Vanessa Baptista, Xana Viegas
Fotografia | Bruno Simão
Apoio | Acústica Suave, Câmara Municipal de Cascais, Polo Cultural das Gaivotas

© Bruno Simão
Os artistas


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