BRUXAS - ensaio para a esperança

Desempenho
Para todos os públicos

BRUXAS - ensaio para a esperança convida o público a um passeio por Cascais, onde o feminismo, a caça às bruxas e as memórias pessoais se entrelaçam e confundem. Através de narrativas fragmentadas e de vozes inesperadas, a performance questiona os relatos oficiais e propõe uma reflexão sobre a esperança, um gesto frágil e, no entanto, transformador.

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O público reúne-se para o que parece ser uma visita guiada histórica. «Aqui, as bruxas foram queimadas», anuncia o guia. Mas, pouco depois, o relato começa a dar sinais de fissuras. Uma voz quase inaudível interrompe: «Não eram bruxas.» Pequenos gestos, versões contraditórias e presenças inesperadas vão, pouco a pouco, desestabilizando a versão oficial.

BRUXAS - ensaio para a esperança convida o público a um passeio por Cascais, onde o feminismo, a caça às bruxas e as memórias pessoais se entrecruzam e se confundem. Ao longo do passeio, vozes inesperadas e narrativas fragmentadas abalam os relatos históricos estabelecidos, abrindo caminho para uma reflexão sobre a memória, o apagamento histórico e a esperança, um gesto frágil e, no entanto, transformador.

Desenvolvido com mulheres que vivem em Cascais ou que têm uma ligação a esta cidade, BRUXAS - ensaio para a esperança é um projeto comunitário e participativo, enraizado nas práticas artísticas feministas, na escuta e na reflexão coletiva.

© Teresa V. Vaz

© Teresa V. Vaz

Uma mediadora, próxima da comunidade local e da equipa artística do projeto, acompanhou o processo. Os encontros decorreram em Cascais, de acordo com um calendário estabelecido em função da disponibilidade e do ritmo de cada mulher. A participação era voluntária e podia assumir diversas formas: partilha de memórias, contribuição inspiradora ou presença durante a performance, sem qualquer expectativa de divulgação biográfica. A performance pública surge como um prolongamento deste processo, em vez de como o seu desfecho, permitindo diferentes níveis de visibilidade e participação por parte das mulheres envolvidas, incluindo o silêncio ou a ausência. Neste projeto, a ética é parte integrante da criação artística, e a escuta, a fragilidade e a negociação contínua são consideradas elementos essenciais do gesto artístico.

Teresa V. Vaz

Teresa V. Vaz é uma artista e criadora portuguesa cujo trabalho explora a performance, a dramaturgia e as práticas artísticas participativas. A sua obra questiona frequentemente a memória coletiva, o feminismo e as ligações entre biografia, território e ficção, através de processos colaborativos e in situ.

Bestiário nasceu de fragmentos, daí o nome da coleção. Cada fragmento traz consigo uma história, e é através da justaposição destas diferentes narrativas que criamos uma identidade. Procuramos explorar o nosso património cultural, dando nova vida a narrativas biográficas e populares. Situamo-nos no presente, optando por vezes por vivê-lo, outras por contemplá-lo. Pretendemos incentivar a criação artística, inspirando-nos nas ciências naturais e sociais. Acreditamos nas obras de arte que se difundem e ressoam.

A Bestiário foi fundada em 2018 por Afonso Viriato, Helena Caldeira, Miguel Ponte e Teresa Vaz.

Instagram de Teresa V. Vaz

Site do Bestiário

© Teresa V. Vaz

Informações práticas

Endereço

Marina de Cascais

Acessibilidade

Datas e horários

Sábado, 27 de junho, das 18h00 às 19h30 Domingo, 28 de junho, das 18h00 às 19h30

Segurança

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

AS EXPERIÊNCIAS A BORDO

Exposição imersiva “Presentes”

Criada em colaboração com o Museu do Louvre, esta exposição destaca as figuras femininas na civilização mediterrânica, graças à digitalização e modelação de parte das coleções do Museu do Louvre. Uma experiência em duas fases: um filme introdutório que fornece o contexto, seguido de uma experiência imersiva num túnel de 16 metros de comprimento, revestido por 120 m² de ecrãs LED.

Descubra a exposição

Uma viagem sonora pelo Mediterrâneo

Uma experiência sonora imersiva concebida pelo Ircam que convida o público a explorar a riqueza e a diversidade do Mediterrâneo através de auscultadores com som espacializado.

Descubra a viagem sonora

© Elisa Von Brockdorff

Os artistas

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Os parceiros


Perguntas frequentes

O acesso ao barco é gratuito?

Sim, o barco está disponível gratuitamente no local. No entanto, pode reservar antecipadamente o seu horário online no nosso site.

Existe algum código de vestuário específico para visitar o barco-museu?

Por razões de segurança e para preservar o barco, é proibido o uso de saltos altos e sapatos de salto alto a bordo.

Como posso embarcar no barco-museu?

O barco-museu é acessível a todos gratuitamente. Para saber em que cais estará atracado ou para fazer uma pré-reserva do seu horário, consulte a página dedicada à sua cidade.

NEW BOWING BAND é um projeto de criação de uma banda intercontinental que funde tradições musicais de diversas culturas que habitam o concelho de Odemira. São as histórias e experiências musicais de cada músico que compõem este universo sonoro marcado por várias influências. Trata-se, assim, de um encontro entre músicos provenientes de vários países que se juntam para tocar, cantar mas, sobretudo, para criar em conjunto um som novo, atual e que pulsa.

No local do Festival, estão disponíveis instalações adequadas para o acolhimento e acesso de pessoas com mobilidade reduzida. O barco está equipado com uma rampa de 1 m de largura, acessível a pessoas com mobilidade reduzida, mas que pode exigir o acompanhamento de uma terceira pessoa devido à sua inclinação superior a 6%. É possível aceder ao convés de popa e à exposição imersiva. No entanto, o convés superior não é acessível. Por favor, informe-nos com antecedência sobre quaisquer necessidades específicas em matéria de acessibilidade, para que possamos tomar as medidas necessárias.