Fiz um foguete imaginando que você vinha, de Janaína Marques

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Rosa está dentro de uma máquina de ressonância magnética. Pedem-lhe que pense numa memória feliz, algo que ela não tem. Está na hora de a construir, recuando à infância, quando a sua mãe foi presa, acusada de homicídio. E ei-las, num devaneio realista, a deslocarem-se numa velha carrinha de venda de cachorros-quentes pelas estradas de terra batida do Norte do Brasil. A longa- metragem de estreia de Janaína Marques é uma visita-guiada à mente em ebulição, às suas paisagens, às suas feridas.

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Rosa está dentro de uma máquina de ressonância magnética. Pedem-lhe que pense numa memória feliz, algo que ela não tem. Está na hora de a construir, recuando à infância, quando a sua mãe foi presa, acusada de homicídio. E ei-las, num devaneio realista, a deslocarem-se numa velha carrinha de venda de cachorros-quentes pelas estradas de terra batida do Norte do Brasil. A longa-metragem de estreia de Janaína Marques é uma visita-guiada à mente em ebulição, às suas paisagens, às suas feridas.

Mãe e filha, em fuga pelo nordeste brasileiro, a conduzir uma furgoneta de cachorros-quentes após um assalto à mão armada, chegam a um hotel onde no letreiro se lê, “Toca do Coelho”, em azul e vermelho néon: isto é Rosa no seu imaginado país das maravilhas, quando, numa máquina de ressonância magnética, a técnica pede-lhe que se lembre de uma memória feliz. Fiz Um Foguete Imaginando Que Você Vinha propõe uma viagem terapêutica pelo subconsciente para redescobrir, ou inventar, essas memórias. Vemos o reencontro entre Rosa e a sua mãe, Dalva (por vezes mais velha, noutras, mais jovem que ela), presa por muitos anos após matar o marido da vizinha. Janaína Marques descola numa primeira longa-metragem sensível e arrebatadora, que, quase sem figuras masculinas, lida honestamente com os temas de violência doméstica, feminicídio, maternidade, amor e reconciliação. Alma e coração em forma de filme. (Falcão Nhaga).

A seleção de filmes pelo IndieLisboa apresenta um diálogo com o pensamento curatorial do festival.

Reunindo obras de diferentes contextos e abordagens cinematográficas, o programa reflete o compromisso do IndieLisboa com o cinema independente e com novas vozes. Os filmes selecionados propõem múltiplas perspetivas sobre o presente, abrindo espaço ao encontro, à circulação e à coexistência.

No contexto do Festival Art Explora, estas sessões prolongam a exploração de experiências partilhadas e de troca cultural, afirmando o cinema como um espaço onde imagens, narrativas e pontos de vista se encontram sem se reduzirem a uma única leitura.

O IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema é um dos principais festivais de cinema em Portugal, dedicado ao cinema independente e a novos realizadores. A sua programação destaca diferentes linguagens cinematográficas e novas perspetivas a nível internacional.

Informações práticas

Endereço

Marina de Cascais

Acessibilidade

Acessível a pessoas com mobilidade reduzida (projeção ao ar livre). Projeção na versão original (português) com legendas em inglês.

Datas e horários

Quinta-feira, 25 de junho, das 21h00 às 22h30

Segurança

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Entrada gratuita. Recomenda-se a reserva antecipada. Para garantir o seu lugar, sugerimos a chegada com 15 minutos de antecedência. A entrada sem reserva é possível, mas sujeita à lotação das atividades. A partir dos 16 anos

AS EXPERIÊNCIAS A BORDO

Exposição imersiva “Presentes”

Criada em colaboração com o Museu do Louvre, esta exposição destaca as figuras femininas na civilização mediterrânica, graças à digitalização e modelação de parte das coleções do Museu do Louvre. Uma experiência em duas fases: um filme introdutório que fornece o contexto, seguido de uma experiência imersiva num túnel de 16 metros de comprimento, revestido por 120 m² de ecrãs LED.

Descubra a exposição

Uma viagem sonora pelo Mediterrâneo

Uma experiência sonora imersiva concebida pelo Ircam que convida o público a explorar a riqueza e a diversidade do Mediterrâneo através de auscultadores com som espacializado.

Descubra a viagem sonora

© Elisa Von Brockdorff

Os artistas

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Os parceiros


Perguntas frequentes

O acesso ao barco é gratuito?

Sim, o barco está disponível gratuitamente no local. No entanto, pode reservar antecipadamente o seu horário online no nosso site.

Existe algum código de vestuário específico para visitar o barco-museu?

Por razões de segurança e para preservar o barco, é proibido o uso de saltos altos e sapatos de salto alto a bordo.

Como posso embarcar no barco-museu?

O barco-museu é acessível a todos gratuitamente. Para saber em que cais estará atracado ou para fazer uma pré-reserva do seu horário, consulte a página dedicada à sua cidade.

O barco-museu é acessível a pessoas com mobilidade reduzida?

No local do Festival, estão disponíveis instalações adequadas para o acolhimento e acesso de pessoas com mobilidade reduzida. O barco está equipado com uma rampa de 1 m de largura, acessível a pessoas com mobilidade reduzida, mas que pode exigir o acompanhamento de uma terceira pessoa devido à sua inclinação superior a 6%. É possível aceder ao convés de popa e à exposição imersiva. No entanto, o convés superior não é acessível. Por favor, informe-nos com antecedência sobre quaisquer necessidades específicas em matéria de acessibilidade, para que possamos tomar as medidas necessárias.