


Fiz um foguete imaginando que você vinha, de Janaína Marques
Rosa está dentro de uma máquina de ressonância magnética. Pedem-lhe que pense numa memória feliz, algo que ela não tem. Está na hora de a construir, recuando à infância, quando a sua mãe foi presa, acusada de homicídio. E ei-las, num devaneio realista, a deslocarem-se numa velha carrinha de venda de cachorros-quentes pelas estradas de terra batida do Norte do Brasil. A longa- metragem de estreia de Janaína Marques é uma visita-guiada à mente em ebulição, às suas paisagens, às suas feridas.
Datas e horários
Quinta-feira, 25 de junho, das 21h00 às 22h30
Endereço
Marina de Cascais
Acessibilidade
Acessível a pessoas com mobilidade reduzida (projeção ao ar livre). Projeção na versão original (português) com legendas em inglês.
Informações adicionais
Entrada gratuita. Recomenda-se a reserva antecipada. Para garantir o seu lugar, sugerimos a chegada com 15 minutos de antecedência. A entrada sem reserva é possível, mas sujeita à lotação das atividades. A partir dos 16 anos
Rosa está dentro de uma máquina de ressonância magnética. Pedem-lhe que pense numa memória feliz, algo que ela não tem. Está na hora de a construir, recuando à infância, quando a sua mãe foi presa, acusada de homicídio. E ei-las, num devaneio realista, a deslocarem-se numa velha carrinha de venda de cachorros-quentes pelas estradas de terra batida do Norte do Brasil. A longa-metragem de estreia de Janaína Marques é uma visita-guiada à mente em ebulição, às suas paisagens, às suas feridas.
Mãe e filha, em fuga pelo nordeste brasileiro, a conduzir uma furgoneta de cachorros-quentes após um assalto à mão armada, chegam a um hotel onde no letreiro se lê, “Toca do Coelho”, em azul e vermelho néon: isto é Rosa no seu imaginado país das maravilhas, quando, numa máquina de ressonância magnética, a técnica pede-lhe que se lembre de uma memória feliz. Fiz Um Foguete Imaginando Que Você Vinha propõe uma viagem terapêutica pelo subconsciente para redescobrir, ou inventar, essas memórias. Vemos o reencontro entre Rosa e a sua mãe, Dalva (por vezes mais velha, noutras, mais jovem que ela), presa por muitos anos após matar o marido da vizinha. Janaína Marques descola numa primeira longa-metragem sensível e arrebatadora, que, quase sem figuras masculinas, lida honestamente com os temas de violência doméstica, feminicídio, maternidade, amor e reconciliação. Alma e coração em forma de filme. (Falcão Nhaga).
A seleção de filmes pelo IndieLisboa apresenta um diálogo com o pensamento curatorial do festival.
Reunindo obras de diferentes contextos e abordagens cinematográficas, o programa reflete o compromisso do IndieLisboa com o cinema independente e com novas vozes. Os filmes selecionados propõem múltiplas perspetivas sobre o presente, abrindo espaço ao encontro, à circulação e à coexistência.
No contexto do Festival Art Explora, estas sessões prolongam a exploração de experiências partilhadas e de troca cultural, afirmando o cinema como um espaço onde imagens, narrativas e pontos de vista se encontram sem se reduzirem a uma única leitura.
O IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema é um dos principais festivais de cinema em Portugal, dedicado ao cinema independente e a novos realizadores. A sua programação destaca diferentes linguagens cinematográficas e novas perspetivas a nível internacional.

Os artistas


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