Kimi Djabaté

Concerto
Para todos os públicos

Herdeiro da tradição dos griots mandingas, Kimi Djabaté coloca o balafon no centro da sua música, ao lado da kora, da guitarra, das percussões e do canto. Radicado em Portugal, ele estabelece um diálogo entre as tradições da África Ocidental e o jazz, o blues, o fado e a bossa nova, criando um universo sonoro ao mesmo tempo profundamente enraizado e decididamente contemporâneo. Cantadas em mandinga, crioulo e português, as suas canções transmitem uma mensagem de compromisso: a defesa dos direitos das mulheres, o apelo à paz e a celebração da tolerância e do diálogo intercultural. Curador: Alain Weber

Kimi Djabaté
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INFORMAÇÕES PRÁTICAS
Kimi Djabaté

Datas e horários

Sexta-feira, 26 de junho, das 18h30 às 19h30

Kimi Djabaté

Endereço

Marina de Cascais

Kimi Djabaté

Acessibilidade

Acessível a pessoas com mobilidade reduzida. Espetáculo participativo que envolve movimentos e música.

Kimi Djabaté

Informações adicionais

Entrada gratuita. Recomenda-se a reserva antecipada. Para garantir o seu lugar, sugerimos a chegada com 15 minutos de antecedência. A entrada sem reserva é possível, mas sujeita à lotação das atividades.

A prática artística de Kimi Djabaté alimenta-se de uma herança profunda: a dos griots mandingas, guardiões de uma memória musical transmitida oralmente há séculos. O balafon, instrumento central desta tradição, permanece o coração da sua linguagem musical, que enriquece com a kora, a guitarra, as percussões e o canto. A sua voz, suave e profunda, transporta palavras em mandinga, em crioulo da Guiné-Bissau e, por vezes, em português.

Radicado em Portugal desde a adolescência, o artista desenvolveu uma abordagem assumida de mestiçagem: faz dialogar os ritmos mandingas com o jazz, o blues, a soul, a bossa nova e o fado, criando um universo simultaneamente enraizado e resolutamente contemporâneo. Os seus arranjos, muitas vezes despojados, dão lugar à emoção e à melodia, integrando influências acústicas vindas de todo o mundo.

A sua obra é também atravessada por um compromisso social e humanista. Através das suas canções, aborda a condição das mulheres na África Ocidental, denuncia os casamentos forçados (nomeadamente no tema «Bgijan»), e celebra a paz, a educação, a tolerância e o diálogo entre culturas. Em palco, o seu virtuosismo e o calor contagiante dos concertos prolongam essa mensagem: fazer da música um lugar de encontro, de transmissão e de transformação.

Concerto com curadoria de Alain Weber

Kimi Djabaté

Kimi Djabaté nasceu em 1975 em Tabatô, uma aldeia do centro da Guiné-Bissau reconhecida como um importante núcleo da tradição musical mandinga. Pertence a uma longa linhagem de griots (djelis), depositários da história oral e da música do seu povo. Desde os três anos, começou a tocar balafon sob a orientação do pai e dos mais velhos da aldeia, antes de aprender também a kora, o djembé, a guitarra e o canto.

Ainda criança, acompanhava a família em cerimónias tradicionais e atuava por toda a região. Na adolescência, deixou a Guiné-Bissau e mudou-se para Portugal, onde se fixou de forma duradoura, sobretudo em Lisboa. Aí prosseguiu a sua carreira a solo e editou o primeiro álbum, Teterê, em 2009. Seguiram-se Karam (2013), Kanamalu (2019) e Dindin (2022), discos elogiados pela crítica internacional.Atualmente, Kimi Djabaté atua regularmente em palcos europeus, africanos e americanos, sendo uma das figuras mais notáveis da diáspora musical da África Ocidental na Europa.

Instagram de Kimi Djabaté

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