Mastro Sol

Instalação
Para a família

Mastro Sol é uma obra participativa concebida para o espaço público. A partir da estrutura arquitectónica do mastro, referência de celebração vernacular, o projeto propõe um lugar temporário de encontro e celebração em que a participação do público integra o próprio processo de construção da obra.

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No contexto do Art Explora Festival apresentado na Marina de Cascais, a obra estabelece uma relação com o modo como o festival chega à cidade: vindo do mar, instalando-se junto ao cais e criando uma presença temporária no espaço público. Mastro Sol prolonga esse movimento em terra, transformando a zona da marina num lugar de encontro entre visitantes, participantes e habitantes locais.

O mastro funciona simultaneamente como elemento de orientação e de convocação. Pela sua verticalidade, assinala um ponto no espaço e cria uma referência comum. Em torno dele organiza-se uma ação coletiva que aproxima a instalação artística das culturas vernaculares de celebração, onde o saber das mãos é parte constitutiva da experiência partilhada.

A imagem do sol é a referência central da obra. Não apenas como forma visual, mas como ideia associada ao ciclo, à celebração e à energia vital coletiva. O sol é entendido como presença agregadora: aquilo que reúne, marca ritmos e acompanha práticas comunitárias ligadas à festa, ao alimento e ao encontro.

O processo inicia-se nas oficinas, onde os participantes produzem bandeiras em massa de biscoito comestível. O gesto de amassar e modelar a massa transforma uma matéria quotidiana em elemento escultórico, aproximando a prática culinária da prática artística. Cada bandeira conserva a marca singular de quem a produziu. Depois de cozidas, as peças são suspensas na estrutura do mastro.

A ativação da obra articula-se em colaboração com o grupo Zarabatana, cuja presença sonora amplia o momento em que as bandeiras-biscoito podem ser colhidas e partilhadas. Esta dimensão transitória é constitutiva da obra: aquilo que foi construído em conjunto transforma-se no próprio gesto de comer o que foi produzido coletivamente.

Ao reunir pessoas em torno de uma ação comum, Mastro Sol propõe uma experiência situada entre instalação, criação colectiva e celebração .

© Mário Rainha Campos

© Mário Rainha Campos

Maja Escher

Maja Escher é uma artista que trabalha entre as artes visuais, a investigação e as práticas participativas. A sua prática centra-se na exploração de materiais, tradições vernaculares e encontros colaborativos para criar instalações e situações que promovem a troca, a imaginação coletiva e a experiência partilhada. Para a ativação de Mastro-Sol, Maja Escher vai colaborar com Zarabatana. A colaboração entre Zarabatana e Maja Escher já dura há vários anos, com a amizade e partilha a misturarem-se com aprendizagens e influências de parte a parte. Partilham o mesmo espírito comunitário, direto e convidativo à partilha. Zarabatana é Yaw Tembe, Norberto Lobo, Bá Alvares e Carlos Godinho e quem mais se junta às suas brincadeiras íntimas de exploração sonora. Têm vários discos editados, um deles gravado em casa da Maja em Odemira. Apesar da longínqua colaboração, este MASTRO SOL materializa publicamente pela primeira vez a comunicação artística entre estas almas irmãs.

Instagram da Maja Escher

Músicos: Carlos Godinho, Bernardo Álvares, Yaw Tembe, Norberto Lobo, João Pereira.

Informações práticas

Endereço

Marina de Cascais

Acessibilidade

Acessível a pessoas com mobilidade reduzida. Espetáculo participativo que envolve movimentos e música.

Datas e horários

Sábado, 27 de junho, das 11h10 às 14h10

Segurança

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Entrada gratuita. Recomenda-se a reserva antecipada. Para garantir o seu lugar, sugerimos a chegada com 15 minutos de antecedência. A entrada sem reserva é possível, mas sujeita à lotação das atividades. Esta obra é comestível. O seu consumo é opcional, voluntário e da responsabilidade de cada visitante.

AS EXPERIÊNCIAS A BORDO

Exposição imersiva “Presentes”

Criada em colaboração com o Museu do Louvre, esta exposição destaca as figuras femininas na civilização mediterrânica, graças à digitalização e modelação de parte das coleções do Museu do Louvre. Uma experiência em duas fases: um filme introdutório que fornece o contexto, seguido de uma experiência imersiva num túnel de 16 metros de comprimento, revestido por 120 m² de ecrãs LED.

Descubra a exposição

Uma viagem sonora pelo Mediterrâneo

Uma experiência sonora imersiva concebida pelo Ircam que convida o público a explorar a riqueza e a diversidade do Mediterrâneo através de auscultadores com som espacializado.

Descubra a viagem sonora

© Elisa Von Brockdorff

Os artistas

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Os parceiros


Perguntas frequentes

O acesso ao barco é gratuito?

Sim, o barco está disponível gratuitamente no local. No entanto, pode reservar antecipadamente o seu horário online no nosso site.

Existe algum código de vestuário específico para visitar o barco-museu?

Por razões de segurança e para preservar o barco, é proibido o uso de saltos altos e sapatos de salto alto a bordo.

Como posso embarcar no barco-museu?

O barco-museu é acessível a todos gratuitamente. Para saber em que cais estará atracado ou para fazer uma pré-reserva do seu horário, consulte a página dedicada à sua cidade.

O barco-museu é acessível a pessoas com mobilidade reduzida?

No local do Festival, estão disponíveis instalações adequadas para o acolhimento e acesso de pessoas com mobilidade reduzida. O barco está equipado com uma rampa de 1 m de largura, acessível a pessoas com mobilidade reduzida, mas que pode exigir o acompanhamento de uma terceira pessoa devido à sua inclinação superior a 6%. É possível aceder ao convés de popa e à exposição imersiva. No entanto, o convés superior não é acessível. Por favor, informe-nos com antecedência sobre quaisquer necessidades específicas em matéria de acessibilidade, para que possamos tomar as medidas necessárias.