A agenda
A primeira rota do barco-museu será o Mediterrâneo, um espaço de histórias e intercâmbios milenares, que desde sempre mobiliza e alimenta a inspiração dos artistas e convida naturalmente ao diálogo intercultural.
Descubra a programação de atividades no cais e nas cidades: performances, concertos, conferências, projeções, workshops, encontros e outros eventos.
Le Havre
Túnis
Saint-Malo
Próximos eventos

Kimi Djabaté
Herdeiro da tradição dos griots mandingas, Kimi Djabaté coloca o balafon no centro da sua música, ao lado da kora, da guitarra, das percussões e do canto. Radicado em Portugal, faz dialogar as tradições da África Ocidental com o jazz, o blues, o fado e a bossa nova, criando um universo simultaneamente enraizado e contemporâneo. Cantadas em mandinga, crioulo e português, as suas canções são portadoras de uma mensagem de compromisso: defesa dos direitos das mulheres, apelo à paz e celebração da tolerância e do diálogo entre culturas.

Lizatron
Num DJ set guiado pelo seu olhar inquieto de digger, Lizatron constrói percursos sonoros que atravessam géneros, épocas e geografias, revelando raridades, texturas e atmosferas inesperadas. A sua seleção, ao mesmo tempo precisa e intuitiva, desenha um fluxo envolvente entre o experimental e o dançável. A experiência é ampliada pela projeção vídeo de um desenho original de JAS, em diálogo sensorial com o som.

Lula Pena
Lula Pena construiu um percurso singular na música contemporânea portuguesa e internacional. O seu trabalho atravessa folk, blues, chanson e influências mediterrânicas, criando performances profundamente pessoais marcadas pela improvisação, pelo silêncio e por uma forte intensidade emocional.

Chão de Meninos
Este espetáculo nasceu do desejo de uma avó coreógrafa de explicar o seu trabalho aos netos, que se tornaram cocriadores de algo que ainda não existia. Com músicos, intérpretes e um cenógrafo, surgiu Chão de Meninos, pequena terra de Sintra onde a neve ri, os ursos brincam e florescem tapetes-jardim. Um espetáculo de dança e música que celebra a força, o riso e a delicadeza das crianças. Produção: Lavrar o Mar.

Cozinha-atelier, em preparação da performance Mastro Sol, de Maja Escher
Neste workshop, cada participante molda e decora uma figura em bolacha para integrar Mastro Sol, uma instalação inspirada no ritual alentejano de pendurar figuras nos mastros das festas populares. Cada figura guarda o gesto e a história de quem a fez, formando uma obra coletiva feita por muitas mãos. Quando Mastro Sol for apresentado, no dia 27 de junho, às 11h00, poderá regressar, encontrar a sua figura e ver como ela passou a fazer parte da peça final.

Workshop Caravanserá
Antes do espetáculo (agendado para 27 de junho), o público é convidado a participar num workshop onde movimento, som e ações coletivas vão construindo o universo de Caravanserá. Inspirada nos antigos caravanserais – lugares de encontro e partilha –, a oficina cria um espaço informal de convivência, onde participantes de diferentes idades contribuem para a atmosfera da performance, esbatendo as fronteiras entre público e performers. Dinamização do workshop: Lugar Específico.

Mastro Sol
Mastro Sol é uma obra participativa que articula instalação, cozinha-atelier e celebração pública através da criação coletiva de bandeiras em massa de biscoito comestível, produzidas em oficinas abertas à comunidade, instaladas em torno de um mastro e partilhadas no momento final como gesto de encontro e celebração.

Caravanserá
Um espetáculo participativo que combina dança, música e cortejo. Inspirado na obra de Maria José Ciríaco, Caravanserá convida o público a integrar uma experiência coletiva e festiva onde todos participam.

BRUXAS - ensaio para a esperança
BRUXAS - ensaio para a esperança convida o público para uma caminhada por Cascais onde feminismo, caça às bruxas e memórias pessoais se cruzam e confundem. Ao longo do percurso, vozes inesperadas e narrativas fragmentadas fazem vacilar as histórias oficiais, abrindo espaço para uma reflexão sobre memória, apagamento e esperança enquanto gesto simultaneamente frágil e transformador.

Violet
Num DJ set que cruza tensão rítmica e imaginação futurista, Violet convoca techno mutante, acid house e ritmos desviantes para construir uma narrativa sonora intensa e imprevisível. Entre pulsação física e exploração conceptual, o set reflete a sua ligação às culturas da pista e às histórias políticas da música de dança. A projeção vídeo de um desenho original de JAS amplia esta experiência sensorial. A curadoria deste programa de DJ no Festival Art Explora é assumida pela Filho Único.<br>

A garota não
A garota não é o projeto musical de Cátia Mazari Oliveira, que cruza canção e reflexão social. Com o novo álbum Ferry Gold, apresenta um concerto intenso sobre o presente.

Mike El Nite – Karaoke Mágico
Um karaoke interativo conduzido por Mike El Nite, onde o público é protagonista. Entre DJ set e participação ao vivo, cria-se um ambiente festivo e descontraído.
Eventos concluídos

Luto e queixa: ouvir como forma de aprendizagem
Nesta ocasião, Ikram Bouloum retoma a sua técnica de curadora para apresentar «Grief and grievance: listening as learning», uma sessão de audição na qual propõe um percurso por diferentes géneros musicais e arquivos sonoros, dialogando com as suas referências e abrindo espaço a novas sobreposições, a fim de abordar questões de pertença poética.

Cartões postais do mar
Nesta oficina criativa, as crianças irão conceber e criar postais inspirados numa viagem imaginária pelo Mediterrâneo. Ao desenhar e colar monumentos, paisagens e motivos de diferentes países mediterrânicos, e depois escrever uma breve mensagem no verso, irão descobrir a grande diversidade cultural, linguística e tradicional da região. A atividade estimula a imaginação, a expressão artística e as bases da escrita, graças a um formato simples, mas criativo.

Os ventos sabem o que os mapas esqueceram
«Os ventos sabem o que os mapas esqueceram» é um workshop imersivo e participativo onde o som, os mapas e a imaginação se encontram. Os participantes habitam um grande mapa do Mediterrâneo desenhado no chão para criar paisagens sonoras inspiradas no vento, em histórias e em narrativas especulativas.
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A Bissaperie
A Bissaperie é uma invocação coletiva da memória de Frantz Fanon através de uma leitura partilhada dos seus textos e da preparação do bissap, uma bebida à base de flores de hibisco. Proponho um espaço de encontro acolhedor e horizontal, centrado nas ideias revolucionárias do pensador, bem como uma plataforma que permite a cada um reconectar-se com a sua identidade, o seu legado e a sua comunidade.

Ficção e Mentiras. O Papel do Romance no Mundo da Pós-Verdade
Nesta era de notícias falsas, desinformação e manipulação política, a diferença entre a verdade e a mentira parece cada vez mais difusa. A inteligência artificial pode distorcer as nossas perceções, e as redes sociais prendem-nos em bolhas que destroem a própria ideia de uma realidade partilhada. Neste mundo, que lugar ocupa a ficção, essa antiga arte de contar histórias que nunca aconteceram? Podem os romances conter mais verdade do que a realidade tal como a percebemos? O romancista colombiano Juan Gabriel Vásquez propõe uma reflexão sobre a nossa relação com as narrativas inventadas num mundo cada vez mais incerto.
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Pulso e Horizonte (Pulse and Horizon)
«Pulso y Horizonte» é um projeto instrumental liderado por Pedro Javier González, um dos guitarristas mais respeitados da cena musical espanhola contemporânea. Flamenco, jazz, músicas do mundo e improvisação convergem numa proposta aberta e festiva, inspirada no Mediterrâneo, onde o pulso rítmico e o diálogo coletivo moldam uma experiência musical vibrante e altamente comunicativa.

A seca. Um oásis.
«The Drought. An Oasis» é um espetáculo de flamenco contemporâneo que combina dança, guitarra ao vivo e canto flamenco (cante) para explorar os temas da água, da seca e da migração. Originalmente criada na Andaluzia, esta nova versão da peça é apresentada na Catalunha, mantendo as suas profundas raízes andaluzas. O espetáculo propõe uma reflexão sobre o impacto histórico das políticas hidráulicas franquistas, nomeadamente o Decreto de Badajoz, bem como sobre a migração das comunidades operárias andaluzas que se instalaram na Catalunha para trabalhar na indústria e na construção civil. Estas histórias são traduzidas em palco através da música e do movimento flamenco. Algumas das canções são interpretadas em catalão, a par do espanhol, como um gesto simbólico que liga o flamenco à realidade linguística e cultural da Catalunha e de Barcelona. No palco, a performance mistura dança flamenca, guitarra ao vivo e cante, associados a uma forte dimensão visual. A parte final da peça assume a forma de um final de festa inspirado na rumba catalã, trazendo energia coletiva, ritmo e celebração.

Disco Atlas (com artistas convidados)
O conceito gira em torno do projeto artístico próprio do Disco Atlas, no qual convida artistas a juntarem-se a ele como convidados surpresa. Ao colaborar com músicos gnawa — em particular intérpretes emergentes, em vez de Maâlems consagrados —, o Disco Atlas destaca a forma como a música que toca pode fundir-se organicamente com a instrumentação ao vivo. O objetivo é mostrar que este som é flexível, vivo e aberto à reinterpretação através da atuação ao vivo, criando de cada vez uma experiência única e espontânea.

Breakwater: uma viagem por espaços esquecidos
Passeio pelo porto e arredores, a partir de uma reflexão sobre o mar como espaço esquecido e sobre os seus limites. O dique no mar e em terra. O percurso desenrolar-se-á em diálogo com as ideias do artista e fotógrafo Alan Sekula, os ex-votos marítimos e a transformação urbana.
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Sons submersos
Este workshop propõe uma experiência de audição e exploração sonora concebida para famílias. Através de um passeio por diferentes espaços junto ao mar, iremos experimentar com microfones subaquáticos para descobrir novos sons: paisagens sonoras subaquáticas. De forma lúdica e participativa, aprenderemos a gravar e a ouvir, prestando especial atenção ao ambiente e à nossa relação com ele. Não é necessário qualquer conhecimento prévio: o workshop foi concebido para que adultos, meninas e meninos possam participar juntos, explorando o som como ferramenta de brincadeira, curiosidade e conexão com a paisagem marítima.

Breakwater: uma viagem por espaços esquecidos
Passeio pelo porto e arredores, a partir de uma reflexão sobre o mar como espaço esquecido e sobre os seus limites. O dique no mar e em terra. O percurso desenrolar-se-á em diálogo com as ideias do artista e fotógrafo Alan Sekula, os ex-votos marítimos e a transformação urbana.

Seitons Masdeu Olá e Adeus
Seitons Masdeu Hola i Adeu é a apresentação oficial de uma empresa de anchovas marinadas em vinagre fundada pela artista, filha do último leiloeiro de peixe (que anunciava os lances em voz alta) de Arenys de Mar, a sua cidade natal. A obra situa-se a meio caminho entre uma refeição performativa, um programa de televisão dos anos 90 e uma peça de teatro.

Histórias da Periferia, contadas por Silvia Albert Sopale e Kouyate Ansoumane
Uma coleção de histórias de origens diversas, contadas para alargar as perspetivas, abrir os corações e aproximar as almas. Todas estas histórias partilham um fio condutor: a presença de pessoas afrodescendentes como protagonistas. Indivíduos corajosos, resilientes e alegres, que nos servem de espelho para refletir e imaginar as nossas próprias vidas.

O lado feio de tudo
Prepare-se para uma experiência multissensorial que vai fazer toda a família rir e, ao mesmo tempo, dar-lhes arrepios. Uma conversa silenciosa sobre o poder da criatividade no século XXI, disfarçada de espetáculo de marionetas. Marionetas gigantes, dança experimental e exercícios coletivos misturam-se para lhe oferecer uma história absurda cujo único objetivo é navegar pelo complexo labirinto da mente com uma pena e fazer cócegas na sua alma. Acompanhada e fundida com o universo sonoro de Bartira, ela utilizará o seu banco de sons em constante expansão para criar ao vivo um ambiente sonoro imersivo.

Histórias da Periferia, contadas por Silvia Albert Sopale e Kouyate Ansoumane
Uma coleção de histórias de origens diversas, contadas para alargar as perspetivas, abrir os corações e aproximar as almas. Todas estas histórias partilham um fio condutor: a presença de pessoas afrodescendentes como protagonistas. Indivíduos corajosos, resilientes e alegres, que nos servem de espelho para refletir e imaginar as nossas próprias vidas.
Perguntas frequentes
O Festival Art Explora decorrerá entre a primavera de 2024 e a primavera de 2026 em várias cidades do Mediterrâneo.
O Festival Art Explora apresenta uma programação multidisciplinar rica, que inclui a visita ao navio-museu, pavilhões de exposições, experiências de realidade virtual, performances artísticas, concertos, conferências, exibições de filmes, oficinas criativas e encontros. Poderá descobrir artistas locais e internacionais, bem como pensadores e agentes culturais que exploram temas contemporâneos relacionados com a região do Mediterrâneo. Para saber tudo sobre os próximos eventos na sua cidade, consulte a nossa Agenda.
Todos os eventos do Festival são gratuitos. No entanto, atenção: alguns — como as oficinas — exigem reserva através da bilheteira. Consulte a página dedicada a cada evento para obter mais informações sobre horários e modalidades de reserva.
O bom desenrolar do Festival depende do empenho dos visitantes. Para garantir isso e para que todos possam desfrutar da melhor experiência possível durante a sua visita ao Festival, elaborámos um regulamento para os visitantes que enumera algumas regras de bom comportamento.
Sim, o barco está disponível gratuitamente no local. No entanto, pode reservar antecipadamente o seu horário online no nosso site.
Por razões de segurança e para preservar o barco, é proibido o uso de saltos altos e sapatos de salto alto a bordo.
Para participar nas oficinas e encontros propostos durante o Festival, terá, em geral, de se inscrever com antecedência. As informações sobre a inscrição estarão disponíveis na página dedicada ao evento, onde também poderá encontrar detalhes sobre os horários e as modalidades de participação.
Sim, o Festival Art Explora também oferece atividades adaptadas às crianças, tais como oficinas criativas especialmente concebidas para os jovens participantes. Consulte a programação para descobrir os eventos e atividades adequados para crianças e famílias.
O barco-museu é acessível a todos gratuitamente. Para saber em que cais estará atracado ou para fazer uma pré-reserva do seu horário, consulte a página dedicada à sua cidade.
No local do Festival, estão disponíveis instalações adequadas para o acolhimento e acesso de pessoas com mobilidade reduzida. O barco está equipado com uma rampa de 1 m de largura, acessível a pessoas com mobilidade reduzida, mas que pode exigir o acompanhamento de uma terceira pessoa devido à sua inclinação superior a 6%. É possível aceder ao convés de popa e à exposição imersiva. No entanto, o convés superior não é acessível. Por favor, informe-nos com antecedência sobre quaisquer necessidades específicas em matéria de acessibilidade, para que possamos tomar as medidas necessárias.
Obrigado pelo seu interesse no Festival Art Explora! Para saber mais sobre as oportunidades de voluntariado e para se candidatar, consulte a secção "Tornar-se voluntário" do nosso site. Aí encontrará todas as informações necessárias sobre as funções disponíveis e o processo de candidatura. Estamos ansiosos por conhecê-lo!
Estamos muito satisfeitos por considerar novas parcerias para o Festival Art Explora. Para saber tudo sobre as condições, pode consultar a nossa página dedicada ou escreva-nos para contact@artexplora.org
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